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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Druidismo

A Religião dos Druidas
A palavra druida é de origem céltica e, segundo o historiador romano Plínio, o Antigo - está relacionada ao carvalho, considerada uma árvore sagrada. Os druidas foram membros de uma elevada ascendência celta. Ocupavam os trabalhos de juízes, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, matemáticos, astrônomos, alquimistas, etc.
Dominavam quase todas as áreas das ciências exatas, como a matemática, cultivaram a música, a poesia, além de notáveis conhecimentos da medicina natural, fitoterapia e agricultura. Embora possuíssem uma forma de escrita conhecida pelo nome de Ogham, muito parecida com a escrita rúnica, não a usavam para gravar seus conhecimentos.
Após o domínio do cristianismo muito se perdeu das informações históricas daquela maravilhosa civilização, exceto aquilo que permaneceu guardado nos registros de algumas Ordens Iniciáticas, especialmente a Ordem Céltica e a Ordem Druídica. Por isto, muito da história dos Druidas até hoje é um mistério para os historiadores oficiais; sabem que realmente existiram entre o povo Celta, mas que não nasceram nesta civilização.Esse estudo se inicia aqui, com a tradução de alguns textos acadêmicos de estudiosos renomados a respeito do Druidismo, na história e nos dias de hoje e não pretende concluir, mas fornecer informações a respeito, dessa tão específica casta... Os druidas mostram-nos que sempre podemos rever o passado para melhor aprender o presente. Empenhemo-nos, neste maravilhoso mundo da pesquisa etimológica e histórica.As fontes de pesquisa de druidismo são praticamente as mesmas dos celtas, com um pouco mais de restrições, pois não encontramos druidas em todas as sociedades celtas, ou seja, são textos medievais, de origem por vezes meramente mitológica, os dados da arqueologia e os relatos romanos. Tradução de Lornnah Carmel - Macalla.
The World of The Druids - Dra. Miranda Green / Ed.Thames Hudson 1997
Sobre a Dra. Miranda Green: Esse ensaio se inicia com textos da renomada Dra. Miranda Green, cuja atividade acadêmica garante idoneidade de opinião. Ela é professora de arqueologia e chefe do SCARAB - Centro de pesquisas Religião, Arqueologia, Cultura e Biogeografia da Universidade de Gales. Autora de vários livros como The Gods of The Celts, Celtic Myths, Celtic World, Dying for The Gods entre tantos, a doutora figura facilmente em documentários sobre os Celtas e produz artigos, sendo os mais recentes: Morrendo pelos Deuses: Sacrifício humano na Idade do Ferro e Europa Romana e "Encontrando os Ancestrais em nosso tempo.
Druidismo Moderno De acordo com Miranda Green, o reverendo John Ogilvie foi vicário de Aberdeeshire com interesses antiquários. Assim como muitos contemporâneos do século XVIII, Ogilvie erroneamente associou os druidas aos megalíticos. Sua descrição de Arquidruida, no mesmo contexto, é típico do romantismo com o qual os druidas eram vistos pelos antiquários desse período. Ogilvie fez uma amalgama dos escritores clássicos com o idealismo do século XVIII, resultado: um nobre, sábio, venerável, vestido de túnica branca e de barba.
Entre os séculos XVI e XIX na Bretanha e no Continente houve um grande interesse em material antiquário. (NT: esse período no início do século XIX foi chamado de Romantismo, onde o interesse pelo passado, qualquer passado era guiado pela busca de emoção e ilusão de resgate da pureza dos estados iniciais do Homem-Natureza, cria-se o mito do bom selvagem e demais mitos de ingenuidade e pureza existentes no passado e corrompidos no presente). O passado pré-histórico, celtas e druidas, foram objeto de muitos debates.
Antiquários usaram entusiasmadamente referências à literatura clássica como foco inicial do qual eles verteram uma fantasia de atributos e funções druídicas. Em seu extremo, esses aspirantes a druidas atribuíram a eles todas as virtudes, junto com a maioria dos monumentos ancestrais.

As Druidesas

Os relatos romanos falam de mulheres vestidas de preto com cabelos esgrenhados que de mãos dadas com os druidas e gritavam maldições. A Dra. Miranda Green questiona o fato de não sabermos se tratavam de druidesas ou de uma classe de sacerdotisas, ou as tão mencionadas, nos relatos e na literatura, mas mulheres sábias, que seriam de qualquer forma, evidentemente aliadas aos druidas, mas não druidesas.A palavra druidesa só vem aparecer em relatos questionáveis e provavelmente fictícios, segundo a Dra. Miranda Green, dos séculos 3 e 4 (N.T.cerca de 300 e 400 anos após o massacre druídico da Ilha de Mona, último refúgio dos druidas, hoje Ilha de Anglesey, no litoral do País de Gales, não há registros de sobreviventes e nem relatos intermediários de aparições de druidas nos séculos 1 e 2), nas Scriptores Historiae Augustae, quando druidesas figuraram isoladas em aparições para romanos, uma vez Diocleciano, depois Severus Alexander e fizeram profecias específicas para essas pessoas. Na Irlanda não há menção a druidesas, mas de profetizas, sábias, como exemplificados nos contos de Cuchullain , da Rainha Mebd e das histórias dos Fianna.
Mulheres Sábias, Bruxas e Feiticeiras
Sim, existiram. Por outro lado, se detalhes da liturgia druídica nos faltam, indícios das práticas do povo são evidentes. Há começar pela inscrição de Larzac. "Maldições, condenações punitivas, invocações pedindo ‘ apoio punitivo’ dos deuses, são freqüentemente inscritas em folhas de chumbo e outros metais e depositados em templos e fortes. Em 1983 na tumba de Larzac, sul da França, uma inscrição foi encontrada quebrada em duas partes, datada da Idade do Ferro, escrita em gaulês, formam o mais longo texto em gaulês já encontrado. O texto fala da rivalidade entre dois grupos de mulheres que trabalhavam com artes mágicas na Gália pré-romana."Arqueologicamente, as feiticeiras não são facilmente identificadas, mas o tratamento de corpos de algumas mulheres velhas no período romano indicam sua presença. No texto original a doutora afirma existências arqueológicas comprobatórias da existência de bruxas e/ou feiticeiras, mas não de druidesas.
"Há evidências que as bruxas ou magistas femininas agiam na religião pagã e não no druidismo celta. O testemunho tanto da arqueologia quanto dos antigos apontam para a existência de tais mulheres". Quem saberá de fato?

Locais Druídicos

As iniciações druídicas eram, e ainda são, as ligações entre o Mundo Celeste, o Cosmos e o Mundo aqui em baixo, por assim dizer. O Reino Invisível não está fechado aos humanos, mas por outro lado, devemos encontrar a chave e a seguir, sermos capazes de abrir o Portal.Uma iniciação realizada torna-se um ponto de partida para um caminho mais luminoso, mais puro, mais perto do mundo divino, pois o iniciado é infinitude. Voltar-se para a luz é tomar o caminho da Luz Divina.Avançar nos caminhos da espiritualidade é ir ao encontro com os "Espíritos Puros". Embora a expressão "ir ao encontro" não seja exata, pois em realidade, o Espírito Divino está presente em tudo e irradia todas as coisas, a empregamos para indicar o movimento interior, a ação individual daquele que busca e deseja encontrar o divino.Assim, para os druidas há um mundo profano e um mundo divino. O que importa aos druidas é saber onde se encontra o ponto de contato entre estes dois mundos. É saber por qual sinal pode-se observar a passagem entre o divino e o mundo aqui em baixo."Os druidas pensam que tudo o que nasce sobre um carvalho é enviado pelo céu, sendo um sinal de escolha da árvore pelo Deus em pessoa", escreveu Plínio, o Antigo: "Mas é raro isto encontrar e, quando se o acha, colhe-se-o numa grande cerimônia".Assim, por exemplo, o visco sagrado, aquele que cresce sobre um carvalho, assinala a referida passagem. Em verdade, o visco não é mais sagrado do que si próprio, o carvalho, e o portal não é mais sagrado do que si próprio.

Somos nós, pelos nossos pensamentos, conduta, postura perante a vida, ações e idéias que tornamos este processo sagrado. E, mais ainda, pois sabemos que é o lugar, de características especiais, que torna tudo muito mais sagrado. Os montes, as rochas, certos lagos, as fontes, certos rios são também sagrados. Não são sagrados em si mesmos, mas porque são testemunhos de uma passagem entre o mundo profano e o mundo divino.Assim, em certos lugares, há uma certa profundidade, há as chamadas correntes telúricas que irradiam forças formidáveis e que entram em contato com as forças cósmicas. Uma vez que estabeleçamos um estado de harmonia com elas, cria-se um estado de equilíbrio em nosso interior. Esta troca é eficaz para aqueles aí presentes, para que as cerimônias sejam celebradas. O espírito druídico tem por tarefa mostrar o caminho da evolução e, por conseguinte, o da iniciação, a todos aqueles que o desejam no mais fundo de seus corações. Entretanto, nenhum ritual ou iniciação pode ser dado a um ser humano se este não estiverem harmonia e desprovido de egoísmo. Receber uma iniciação é ser levado para um nível de vida mais elevado, mais intenso.A preparação é pessoal e individual, e ninguém pode fazê-lo pelo outro. Mas, a ajuda e os conselhos daqueles que nos antecederam em muito nós auxiliará nesta nobre missão. Se bem que os ensinamentos dos homens do carvalho, dos sacerdotes da natureza, tivessem sido basicamente oral, não proibiam, entretanto, a perpetuação sob uma forma material. Por exemplo, deixaram implantados no solo gigantescos blocos de granito, as construções megalíticas, utilizados como captores de correntes na malha de ondas telúricas que sulcam o planeta, tal como um sistema nervoso.
Os druidas oficiavam no Nemeton, que em gaulês significa lugar sagrado. O nome irlandês "Nemed" corresponde ao gaulês "santuário" ou "sagrado". O Nemeton na floresta era o santuário dos druidas.

Toda floresta é por princípio sagrada, pois como o bosque é o suporte indispensável ao "conhecimento" do sagrado e do divino, existindo, portanto, um liame entre a árvore e o conhecimento, o Nemeton pode não ser uma floresta. Embora no Brasil os casos de construções megalíticas sejam raros, acentuamos que as correntes telúricas estão por toda parte. Não temos mais a flexibilidade de antigamente quanto a terras disponíveis para se achar os pontos de maior intensidade.
Mas obtivemos o conhecimento ao estudarmos os lugares iniciáticos europeus, um legado que nos foi deixado. E pudemos estabelecer as vilas druídicas, lugares em que perpetuamos a sapiência tirada de uma tradição milenar, colocando em prática uma fraternidade espiritual. Uma vila druídica é uma casa de preces, de trabalho e de repouso.
Doutrina Religiosa e Relatos Romanos
Os relatos de César são tentadores, mas nem ele César, nem qualquer outro escritor nos deixou nada além de informações superficiais sobre o que os druidas acreditavam ou falavam sobre o mundo divino. César listou muitos tópicos nos quais diz que os druidas mantinham longas discussões ou instruíam pupilos com poderes e esferas de ação dos deuses imortais. Mas atesta que os druidas professavam saber a vontade dos deuses e muitos autores falam que do druidas tinham poderes divinatórios e prognósticos.
Diodorus reforça que eles falavam a "língua dos deuses" e suas meditações com o mundo sobrenatural eram em busca de bênçãos para seus devotos. Lucan diz quase exatamente a mesma coisa, dizendo que os druidas tinham a sabedoria dos Deuses. Um detalhe específico sobre a doutrina ensinada é mencionado por César e refere-se ao culto aos Ancestrais: "Os gauleses acreditavam serem descendentes de DisPater e dizem que essa é a crença druídica". DisPater era um Deus romano, da noite e da morte, mas o comentário de César indica que os gauleses tinham um Deus semelhante ao deles.Os romanos também falam da sabedoria oral, do ensinamento dos filhos de nobres, distinguem entre bardos e druidas. Tácito chaga a falar de uma escola celta em Burgundy, diz que agiam como historiadores, que pesquisavam o mundo natural, eram filósofos, cientistas, faziam reunião em bosques e sítios e todas essas informações que nos dão um painel geral da casta, mas um painel externo, esboçado. César chega a dizer que os druidas usavam o alfabeto grego para seus relatos públicos, mas consideravam impróprio escrever sobre seus estudos, mas tudo que foi relatado não basta para reconstruirmos sua doutrina religiosa.

Stonehenge


Stonehenge é uma dos mais famosos e misteriosos monumentos do mundo. Todo mundo que vai lá tenta imaginar o povo que erigiu esses enormes blocos de pedra.

Provavelmente, poucos de nós imaginam que essas pedras foram colocadas ali cuidadosamente na posição certa por homens por de quepe e jaqueta de lã rústica (típica vestimenta de operários do século 19). Ou ao menos não até Janeiro de 2001, quando um historiador inglês chamado Brian Edwards criou uma nova abordagem, publicando a completa restauração da criação desse monumento que nós vemos hoje.Brian Edwards: "Não há nenhuma pedra que não tenha sido mexida, algumas dessas pedras obviamente tiveram de ser removidas. Então, de certa modo, podemos dizer que existem somente seis ou sete pedras estão em sua posição original, mas, por outro lado devemos observar que todo o monumento teve de ser mexido de modo a manter a segurança futura. Sem o trabalho de restauração Stonehenge hoje em dia não seria mais que um montante de pedras".Certamente certas pedras estavam em perigo de quebrar e alguém imaginou que, assim como pedras haviam caído no passado, seria terrível se nada dessa memória viva sobrevivesse até o final do século 20. O contorno de Stonehenge não reflete nada que possa necessariamente um dia ter parecido durante sua história, mas uma autoridade no assunto recentemente me sugeriu que talvez tenha tomado a forma de como ele apareceu ultimamente, talvez, nos tempos de Elizabeth I.
A restauração de Stonehenge deu-se de 1900 a 1964.Foi particularmente vigorosa por volta de 1920 quando Coronel William Hawley era o encarregado.Ele re-erigiu seis pedras. Se compararmos o Stonehenge de hoje em dia com o quadro pintado por Constable no século 19, a diferença é clara. Mas David Bachelor, um arquiteto da English Heritage (entidade governamental responsável pela arqueologia e construções históricas da Inglaterra), responsável pela manutenção do sítio não concorda que o sítio tenha tido alterações significantes.Brian Edwards: "Em geral, eles não substituíram pedras. O que fizeram foi endireitar pedras que estavam inclinadas a ponto de serem consideradas inseguras. As únicas pedras que foram substituídas ou reconstruídas são pedras reconhecidamente registradas e que se sabe que caíram na história. Não houve substituições de pedras que não sabíamos que haviam caído. Pessoalmente acredito que agora o monumento está mais fácil de se compreender. Não está significantemente diferente do que foi. E conseqüentemente, eu penso que, hoje em termos de visitação é muito melhor para estar perto do monumento e para entendê-lo".
Teorias da ConspiraçãoAlguns dos jornais mais sensacionalistas anunciaram que a pesquisa de Edward é uma farsa e acusam a English Heritage de deliberadamente não fornecer mais informações sobre o trabalho e restauração. Bachelor nega essas acusações categoricamente.David Bachelor: "Essa teoria de conspiração, de que toda verdade é escondida pelos curadores daqui. Sim, eu digo não, não é verdade. Todos os eventos foram registrados em seu dado momento. Você pode ver jornais contemporâneos com artigos, exibindo fotos do trabalho sendo realizado. Nós mesmos publicamos-nos em livros, outras pessoas tem publicado as informações. São de domínio público, nem requerem muita pesquisa para serem encontrados."Não há dúvidas de que historiadores sempre teve conhecimento de homens como Hawley. Mas também é claro, por essa reação, de que o povo não teve. Edwards mesmo encontrou pessoas que ficavam emocionadas só em saber que ali houve uma restauração.Brian Edward: "O povo em geral fica muito, muito surpreso. Eu acho que nós gostamos de nos enganar com a idéia de que ele sobreviveu através dos tempos e que convivemos com os mitos, em particular, aqueles que fazem o passado mais confortável em nossas mentes e conseqüentemente fazem do presente um lugar mais aceitável. E Stonehenge ocupa um lugar muito importante no mito popular, por muito tempo. Algumas pessoas ficam completamente desapontadas. Em particular, uma pessoa sugeriu que descobrir muito velho que Stonehenge foi posta de pé com concreto é o mesmo que saber de seus netinhos que Papai Noel não existe."
Para muitas pessoas, não só na Inglaterra, há uma aura muito especial em Stonehenge. No ano passado, Edward descobriu um filme mostrando extensivamente a restauração do famoso círculo de pedras de Avebury. Só a imprensa local se interessou ela história. O trabalho de Edwards teve destaque na 'Bangkok Advertiser'. Stonehenge é um símbolo de longevidade e nós não gostamos de descobrir que ele é só mais um monumento que requer um toque de renovação a cada 5.000 anos.Stonhenge: Mitos e Realidade
Os ancestrais habitantes da planície da Salisbúria trabalharam por mil e quinhentos anos, de 3000 á 1600 antes da era comum, construindo e reconstruindo Stonehenge. E desde então nós tentamos imaginar o porquê. E como resultado muitas explicações divertidas, senão ridículas tem sido desenvolvidas: em algumas delas são acredita-se até hoje.Os Druidas: Uma das mais influentes lendas tem inspirado grupos de homens por mais de um séculos a vestir lençóis e se encontrar em Stonehenge em 21 de junho. Essas pessoas se denominam "druidas" e vem até aqui por que acreditam que esse era um lugar sagrado para os sacerdotes Celtas. Infelizmente o que sabemos dos druidas, fora o fato de que eles adoravam o carvalho e o visco, vem de relatos romanos, de sua visita a Bretanha, como fez Julio César. O que sabemos hoje é que s druidas apareceram em cena muitos séculos depois, tarde demais para terem usado Stonehenge.
Astronomia: Os druidas, e vários grupos hippies que também reclamam o monumento como sendo seu, estão ao menos corretos em visitar Stonehenge durante o Solstício de Verão. Uma das teorias mais bem aceitas sobre o círculo, apesar de ser disputada, é que ele e desenhado de forma a encarar o sol nascente no Solstício de Verão. Uma avenida guia pra dentro do círculo,vinda da direção do Sol, que nasce sobre a "heel stone" (pedra em formato de calcanhar), se vista do centro do círculo. Ainda assim, muitas pessoas não consideram essa teoria suficientemente misteriosa.Não é apenas um Templo: Desde 1960 difundiu-se a idéia de que Stonehenge não era apenas mais um templo de adoração solar, mas sim um "computador neolítico". Gerald Hawkings em seu livro Stonehenge Decoded (Stonehenge Decifrado de 1965), identificou 165 pontos chave no monumento e alegou que os monólitos previam eclipses e marcavam os movimentos do Sol e da Lua. Infelizmente sua técnica de pesquisa que consistia em inserir detalhes em um computador IBM e ficar boquiaberto e maravilhado com os alinhamentos acidentais que apareciam em grande quantidade não impressionou os arqueólogos contemporâneos. Muitos rejeitam integralmente os achados de Hawking.
As Pedras: O livro de Hawking exercita a mente de arqueo-astrônomos entusiastas. Outro mito do século 20 é causou mais exaustão física que mental: no ano passado, um grupo de jovens embarcou na desastrosa missão de carregar uma pedra de Wiltshire até o sul de Gales. Eles estavam decididos a encontrar a fonte das pedras de Stonehenge e o modo qual elas chegaram onde estão hoje. A questão que fascinava todos desde 1136 quando Geoffrey of Monmouth escrevera que o Mago Merlin as carregara da Irlanda. Até oitenta anos atrás, essa era a melhor explicação de todas.